segunda-feira, 26 de junho de 2017

Grinalda

No adro o crepúsculo caía como o véu lhe caía sobre o rosto. Ela avançava, sorridente, amachucada debaixo das dobras do seu vestido de seda selvagem. Aquilo era a minha grinalda, aquilo era o rasgão no véu. Atrás, eu definhava, era fatal, a enorme cauda aumentava as estradas dos meus campos favoritos, o tempo agarrado ao relógio da torre da igreja fazia-se rogado. A brisa imprevisível entrou, acariciou as minhas faces, seduziu a minha memória. Estava consumado.

8 comentários:

  1. belo, Impontual. li-o em câmara lenta.

    Boa semana.

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  2. Houve casório por aí, Impontual?
    Ou serão apenas doces lembranças?
    Enlace consumado no adro da igreja?

    São demasiadas questões, eu sei, mas só responde se quiser. :)

    Boa noite, Impontual.

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  3. Certamente, inesquecível.

    Beijo, Impontual!

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